
Trem na Europa: 8 Dicas que salvam viagens
Nossa primeira vez nos trens europeus aconteceu em 2011, num bate-volta de Paris a Bruges. Era também nossa estreia em um trem de alta velocidade (aquele TGV que desliza nos trilhos a mais de 300 km/h), fazendo o mundo lá fora virar um borrão na janela.
De lá pra cá, foram várias viagens: de curtas distâncias regionais a jornadas cruzando fronteiras. A mais recente, em 2025, nos levou por quatro países diferentes, com o trem sendo o nosso principal meio de locomoção, provando ser uma escolha prática, cênica e, muitas vezes, acessível.
Ao longo desses anos, acumulamos algumas lições valiosas que vamos compartilhar com quem pretende viajar de trem na Europa.
- Validação de bilhetes: As regras variam
- Bagagem no trem: Posso levar o que quiser?
- Reserva de Assento: Depende
- Embarque: Posso chegar em cima da hora?
- Trem em Portugal: Vale a Pena?
- Estações, Fronteiras e outras dicas
- Passagens: Compras e preços
- Trem na Europa: Vantagens e Desvantagens
Validação de bilhetes: As regras variam
Em trens de longa distância, o bilhete geralmente é checado dentro do trem, às vezes múltiplas vezes se houver paradas. Tenha sempre à mão: impresso ou no aplicativo do celular. Multas? Altíssimas.
Paris é uma das exceções. Em grandes estações como Gare du Nord ou Lyon, é preciso validar em catracas para acessar as plataformas, mesmo em trens de longa distância.
Nos trens regionais (RB/RE alemães, TER franceses, regionais italianos), a validação em máquinas amarelas ou vermelhas antes de entrar no trem é comum, mas, raramente tem fiscalização durante a viagem.
Em Viena descobrimos que, para trens que saem da Áustria para outros países da Europa, é necessário ter o ticket impresso ou comprado no aplicativo da OBB.
Nós aprendemos isso na marra, correndo para a estação de Viena para imprimir um PDF esquecido no e-mail para o trecho Viena-Praga.
Bagagem no trem: Posso levar o que quiser?
Uma das maiores armadilhas para o viajante iniciante de trem na Europa é subestimar a logística da bagagem.
Na grande maioria dos trens de longa distância, como o TGV francês, o IC e ICE da Alemanha, o Frecciarossa italiano e o Eurostar, a bagagem está inclusa na tarifa, sem surpresas.
O normal é permitir duas malas e mais uma bagagem de mão. A regra é que você mesmo tem que poder carregar a sua bagagem, esse é o limite.
Mas há exceções, como o OUIGO, o low-cost francês que tem bagagem média ou grande como opcional na passagem mais barata, a essencial.
Para incluir nossa bagagem no OUIGO no trecho Paris-Estrasburgo, nós compramos a tarifa Plus para levar uma mala média. Não vimos como isso é fiscalizado, mas, melhor prevenir do que remediar.
Outras empresas como as italianas Italo e Trenitalia e a espanhola Renfe seguem a mesma política de bagagem nas tarifas econômicas.
Os espaços para acomodar malas grandes fica nas extremidades dos vagões, perto das portas. São racks altos ou áreas dedicadas, que enchem rapidinho. Nossa dica de ouro? Embarque entre os primeiros, especialmente com malas médias ou maiores.

Por segurança, como os compartimentos podem ficar distantes do seu assento, nas paradas intermediárias, fique de olho nas malas que você deixou no rack de bagagens.
No geral as empresas solicitam que você identifique a sua mala com uma tag.
Alguns trens têm nichos entre encostos de poltronas para malas menores, mas não conte com isso, depende de cada trem.
Evite malas gigantes tamanho G. Os degraus de acesso aos vagões são altos e estreitos. Com os passageiros disputando espaço no embarque e desembarque, a mala grande vai atrapalhar.
Prefira malas de cabine com rodinhas resistentes ou mochilas de viagem, você vai agradecer nas estações sem elevadores, que ainda são comuns em rotas regionais.
Reserva de Assento: Depende
Aqui a coisa se complica um pouquinho. Cada empresa ou país possui uma política de assentos diferente para trens de longa distância.
França, Itália e Espanha a marcação de assento é obrigatória nos trens de média e longa distância.
Na França geralmente a escolha é sem custo. Na Itália, o sistema atribui o assento automaticamente. Se você quiser escolher vai ter um custo a partir de 2 euros.
Na Espanha, a mesma coisa, o custo para escolher assento em trens de longa distância é de 5 euros.
Em países como Alemanha, Áustria e República Tcheca, marcação de assento é opcional. Se não reservar (e pagar) antes, você senta em qualquer lugar vazio, desde que o lugar não esteja marcado como “reservado” no painelzinho acima das poltronas. Na Alemanha a gente viu que o painel marca o trecho em que o assento está reservado.
Na Suíça, marcar assento depende dos trens. Se você comprar pelo site da SSB, a empresa suíça de trens, observe se no trem que você escolheu para viajar aparece a letra R nos detalhes do trem. Se tem o R, é possível escolher assento. Se não aparecer, o assento é livre.
Nos trens que rodam dentro da Holanda não há marcação de assentos. Trens que saem da Holanda para outros países tem regras diferentes. Trens Eurostar da Holanda para a Bélgica, França e Londres tem assento incluído na passagem. Trens da Holanda para Alemanha, Áustria e Suíça, permitem a reserva de assento opcional com pagamento.
Na Bélgica, trens seguem a mesma regra da Holanda e não há marcação de assentos nos trens nacionais, somente nos internacionais.
Independentemente do país, nos trens regionais da Europa não há, em geral, marcação de assento.
Nos trens que não exigem marcação de assento, pode acontecer de não ter nenhum assento livre, aí vai ter que ir em pé, porque eles podem vender lugares a mais.

Em alguns trens também existem vagões silenciosos. Isso significa que você, e os demais passageiros, devem manter o silêncio. Nada de conversar ou ouvir mídia, a não ser com fone de ouvido.
Na nossa viagem de Viena a Praga escolhemos um vagão silencioso, e a regra foi cobrada ao extremo pelos funcionários do trem. Nem um cochicho era permitido. Inclusive, alguns passageiros foram chamados à atenção.
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Embarque: Posso chegar em cima da hora?
Você pode embarcar no trem na Europa até um minuto ou dois antes da partida. Mas, a não ser que você seja um viajante frequente, procure chegar com pelo menos meia hora de antecedência, especialmente em grandes estações.
Assim você se familiariza com a estação e, quando for anunciado qual a plataforma de saída, que, na maioria das vezes, é anunciada num horário bem próximo a saída do trem, você se desloca rapidinho até lá. Olho nos painéis de informação.
Fique atento ao número do seu vagão (ele aparece no seu bilhete). Os painéis em cada plataforma mostram a formação do trem. Seu vagão 14 pode parar 200 metros adiante de onde você está. Se posicione antes para evitar uma corrida olímpica com malas.

Cuidado para não perder o trem, principalmente se você vai embarcar em uma estação intermediária, onde o tempo de parada do trem pode ser de um ou dois minutos.
Quem vai descer, principalmente nas paradas intermediárias, costuma se levantar bem antes do trem chegar na estação e já se posiciona na porta, com mala e tudo. Isso porque, como falamos, as paradas intermediárias são bem rápidas.
Falando em paradas intermediárias, na Alemanha os trens ICE (Intercity Express) são os mais rápidos. Já os IC são mais lentos e com mais paradas ao longo do trajeto.
Trem em Portugal: Vale a Pena?
Portugal não tem, ainda, uma rede de trilhos interligada aos demais países. Isso limita as viagens de trem. Pode ser vantagem somente dentro do território português.
Para chegar a Madrid, por exemplo, é necessário várias trocas de trem, o que torna a viagem demorada e cansativa. Não vale a pena.
Há o projeto de uma linha ligando Lisboa a Madrid com TGV nos próximos anos. Mas, por enquanto, vá de avião ou carro.
Estações, Fronteiras e outras dicas
Viajando de trem na Europa, normalmente você nem percebe quando passa de um país para outro. Uma exceção recente é a fronteira de entrada na Alemanha. O trem para e todos os passageiros são fiscalizados quanto à documentação e motivo da viagem. É a nova política alemã de fronteiras.
Aliás, na Alemanha muitos trens atrasam atualmente. Foi o nosso caso quando pegamos um de Nuremberg para Viena, que atrasou cerca de uma hora.
Algumas estações de trem na Europa ficam nos próprios aeroportos, como no aeroporto de Schiphol em Amsterdam, na Holanda, e no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, na França. Por sinal, os trens na Holanda funcionam muito bem!
No aeroporto de Schiphol em Amsterdam, por exemplo, você pode pegar um trem para qualquer cidade da Holanda e também para outros países, como Bélgica e a França, como nós fizemos.
Muitas capitais, como Paris, Amsterdam, Bruxelas e Londres, por exemplo, possuem várias (e grandes) estações. Fique atento na hora de comprar sua passagem e quando for embarcar.
Os trens de alta velocidade e longa distância podem ter serviço de bordo na primeira classe mas, no geral tem um bar a bordo que vende lanches e bebidas para todos os passageiros.
Para economizar, compre seu lanche e bebidas antes de subir no trem, é o que a maioria dos passageiros faz.
Passagens: Compras e preços
Para pesquisar e comprar passagens de trem na Europa você pode usar sites como o Train Line, Rail Europe ou Omio, ou ainda direto nos sites e aplicativos das empresas de trem de cada país como a SCNF Connect (França), Deutsche Bahn (Alemanha), Renfe (Espanha), OBB (Austria), Italo e Trenitalia (Itália), NS (Holanda) ou Comboios de Portugal, entre outros.
Sites como o Train Line, Rail Europe e Omio, entre outros, cobram uma pequena taxa de comissão (que só aparece na página de pagamento). Porém tem a vantagem de ter opção de páginas em Português, o que facilita muito.
Trens regionais ou lentos costumam ter tarifa fixa. Ou seja, você pode comprar quando quiser que o preço não muda.
Já os trens de longa distância e de alta velocidade têm tarifas semelhantes aos aviões. Se você comprar com antecedência pode economizar muito na passagem. Se deixar para comprar em cima da hora vai pagar caro.
Pesquise com aproximadamente 90 dias de antecedência para ter os melhores preços. Mais do que isso não adianta, porque muitos trens na Europa não estão ainda disponíveis para venda.
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Trem na Europa: Vantagens e Desvantagens
Uma das vantagens do trem na Europa é que as estações principais de trem são centrais e você pode economizar tempo e dinheiro nos deslocamentos dentro das cidades, em comparação com os aeroportos.

Por outro lado, viagens muito longas, como Paris-Barcelona, que já fizemos, acabam sendo muito cansativas. Além disso, para trechos mais longos o preço da passagem aérea compensa mais.
Trem na Europa não é só transporte, é aula viva de história, paisagem e cultura. Qual sua experiência mais marcante com trens europeus? Comente e ajude outros viajantes!
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