
Bosques de Palermo em Buenos Aires: El Rosedal e o Jardim Japonês
O Parque 3 de Fevereiro em Buenos Aires, popularmente conhecido como Bosques de Palermo, ocupa uma área imensa da região e é considerado um dos maiores pulmões urbanos da América do Sul.
Reservar um dia inteiro para explorar essa área verde é um dos melhores passeios para incluir no roteiro pela capital argentina. Visitamos o El Rosedal e o Jardim Japonês em um dia de semana no início de maio, em pleno outono, e foi a escolha ideal para desacelerar, caminhar sem pressa e curtir a natureza.
- Como Chegar: De Ônibus Direto da Av. 9 de Julho
- O Parque Três de Fevereiro: O Complexo que Abraça Tudo
- El Rosedal: Rosas, Poetas e uma Ponte de Conto de Fadas
- Planetário Galileo Galilei: Ficamos na Dúvida
- Almoço: Il Quotidiano Bar de Pastas
- Jardim Japonês: Um Pedaço do Japão em Palermo
- Informações Práticas
- Vale Muito a Pena
Como Chegar: De Ônibus Direto da Av. 9 de Julho
Saímos caminhando do nosso hotel no bairro de Montserrat e pegamos o ônibus na Avenida 9 de Julho com destino ao El Rosedal. As linhas 67 e 130 te deixam quase na porta do parque. De metrô a caminhada é mais longa.
Uma dica importante para quem vai usar o transporte público em Buenos Aires: avise ao motorista onde quer descer, porque a tarifa é cobrada de acordo com a distância percorrida. Ao entrar, informe o destino e o valor é calculado na hora.
Pagamos com o cartão Wise por aproximação (você não precisa mais ter o cartão SUBE). Foi rápido, sem precisar de troco e com a tarifa mínima subsidiada. Simples e sem complicação.
Para saber mais, confira nossa experiência no transporte em Buenos Aires.
O Parque Três de Fevereiro: O Complexo que Abraça Tudo
Antes de falar dos jardins, vale entender o cenário. O Parque Três de Fevereiro, também conhecido como Bosques de Palermo, é o grande complexo que abriga todos os parques e jardins da região. O nome é uma homenagem à data da Batalha de Caseros, em 3 de fevereiro de 1852, quando Juan Manuel de Rosas foi derrotado e suas terras na área foram confiscadas e transformadas em espaço público.
O paisagista francês Carlos Thays, responsável por boa parte dos parques históricos de Buenos Aires, foi quem deu forma ao projeto. Hoje o complexo inclui o El Rosedal, o Jardim Japonês, o Jardim Botânico, o Planetário Galileo Galilei, lagos com pedalinhos e ciclovias, tudo conectado por alamedas arborizadas frequentadas por corredores, ciclistas e famílias.
Se você leu textos mais antigos, vai lembrar que o complexo também abrigava o tradicional Zoológico de Buenos Aires. Em 2016 o zoo foi fechado e transformado no Ecoparque. Hoje, o espaço é gratuito, focado em conservação ambiental e resgate de fauna.
O seguro viagem também é obrigatório na Argentina. Nós sempre usamos os serviços da Real Seguro Viagem. Lembre-se que o seguro também protege contra atrasos de voo e extravio de bagagem.
El Rosedal: Rosas, Poetas e uma Ponte de Conto de Fadas
A primeira parada foi o El Rosedal, e chegamos pela manhã, a melhor hora. Com menos gente, dá para apreciar cada detalhe sem pressa.
O Rosedal foi inaugurado em 24 de novembro de 1914 pelo engenheiro agrônomo Benito Carrasco, discípulo de Carlos Thays. Em apenas seis meses de obra foram plantadas mais de 14.000 roseiras de 1.189 variedades. Hoje o jardim abriga cerca de 18.000 exemplares. Em 2011 foi declarado Patrimônio Cultural da Cidade de Buenos Aires, e em 2012 e 2014 recebeu o Garden Excellence Award da Federação Mundial das Sociedades das Rosas.

Chegamos no início de maio, já em pleno outono, e as rosas estavam em diferentes estágios: algumas espécies já tinham encerrado a floração, outras ainda exibiam cores vibrantes. Não é a época ideal, primavera e verão são os meses de onde as rosas estão mais exuberantes (apesar de que já fomos no início de outubro, em plena primavera e as rosas ainda eram simples botões). O verde do parque é cuidado, a estrutura impecável e a quietude da manhã compensam, de qualquer maneira.
A Ponte Branca
Um clássico do El Rosedal é atravessar a Puente Blanco, também chamada de Ponte dos Enamorados ou Ponte Helênica. Construída em madeira com arquitetura em estilo grego, ela atravessa o lago do Rosedal e é, sozinha, um convite à fotografia. Tem um certo ar de conto de fadas naquele branco sobre a água quieta.
O Jardim dos Poetas e o Pátio Andaluz
Dentro do Rosedal, outros dois espaços merecem atenção especial. O Jardim dos Poetas reúne 26 bustos que homenageiam escritores de diferentes países (Jorge Luis Borges, Shakespeare, Dante Alighieri, Federico García Lorca e Alfonsina Storni estão entre eles). É um passeio dentro do passeio.
Já o Pátio Andaluz, construído em 1929, e doado pela cidade de Sevilha a Buenos Aires, é decorado com azulejos, bancos com episódios de Dom Quixote e uma fonte central com dedicatória. Uma ilha de Andaluzia encravada nos Bosques de Palermo.
A entrada no Rosedal é gratuita.
Planetário Galileo Galilei: Ficamos na Dúvida
Depois do Rosedal, caminhamos em direção ao Planetário Galileo Galilei, que fica a poucos minutos a pé. Não chegamos a entrar, o tempo era curto e ficamos em dúvida se valeria a visita. Para quem viaja com crianças ou tem interesse em astronomia, pode ser uma boa parada. Aliás, uma grande turma de escola aguardava do lado de fora o horário de entrada. Para quem já tem um roteiro cheio, talvez seja melhor guardar para outra visita.

Almoço: Il Quotidiano Bar de Pastas
Antes de entrar no Jardim Japonês, almoçamos no Il Quotidiano, a apenas duas quadras do jardim. Comida italiana boa, ambiente tranquilo e preço justo para a região. Uma parada segura para recarregar as energias antes da segunda parte do passeio. Há vários espalhados por Buenos Aires.
📱 Quer 5% de Desconto na Sua Primeira Compra?
Se você ainda não tem o aplicativo do GetYourGuide, instale agora! Baixe o app pelo nosso link exclusivo (ou escaneie o QR Code ao lado) e use o cupom: QUATROVIAJANTES5
(Válido apenas para novos usuários do app na primeira compra).

Jardim Japonês: Um Pedaço do Japão em Palermo
O Jardim Japonês de Buenos Aires é uma das atrações mais únicas da cidade, e também uma das mais subestimadas. Afinal, você está na Argentina. Por que ir a um jardim japonês? Fomos, e entendemos.
A História
O jardim foi inaugurado em maio de 1967 pela comunidade nipo-argentina como presente e agradecimento pela acolhida dos imigrantes japoneses e também em homenagem à visita do então príncipe herdeiro Akihito e da princesa Michiko ao país. O projeto é do paisagista Yasuo Inomata, que recriou em Palermo os elementos clássicos de um jardim japonês: lagos, pontes, lanternas de pedra, bonsais e caminhos de contemplação.
Em 2008, o jardim foi declarado Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É administrado pela Fundação Cultural Argentino-Japonesa, sem subsídio dos governos do Japão ou da Argentina, se mantém com os ingressos e atividades culturais.
O Outono no Jardim
Como era outono em Buenos Aires, não havia flores, as cerejeiras (sakuras), por exemplo, florescem apenas no final de agosto e começo de setembro, e por poucos dias. Mas o jardim tem uma beleza que independe das estações. Os lagos com carpas coloridas gigantes, as pontes vermelhas, os bonsais meticulosamente podados e a atmosfera de silêncio funcionam em qualquer época do ano.
Cada elemento tem um significado. As carpas representam perseverança e sorte. As pontes vermelhas simbolizam a transição do mundo comum para o sagrado. A Ponte Taiko-bashi, a curva mais famosa do jardim, é um desses símbolos que ficam na memória mesmo para quem não conhece a cultura japonesa.

O que tem dentro
Além do passeio pelos jardins, o espaço abriga um restaurante japonês, uma casa de chá onde é possível participar de cerimônias tradicionais, uma biblioteca temática, um viveiro e uma loja de artesanato. Há também oficinas regulares de ikebana, origami, caligrafia e culinária japonesa (confira a programação no site oficial antes de visitar).
A entrada é paga: turistas estrangeiros pagam 13.500 pesos argentinos (maio de 2026). Crianças menores de 12 anos, maiores de 65 anos e pessoas com deficiência entram gratuitamente.
Dica: durante a semana o jardim tem menos visitantes. Nos fins de semana vira um evento social, com filas nas pontes e menos tranquilidade. Se a ideia é apreciar com mais calma, vá numa manhã de dia útil, foi o que fizemos.
Informações Práticas
| El Rosedal | Jardim Japonês | |
|---|---|---|
| Entrada | Gratuita | 13.500 pesos (turistas) |
| Horário | Ter–Dom, 10h às 18h | Todos os dias, 10h às 18h45 |
| Endereço | Av. Sarmiento e Av. Infanta Isabel | Av. Casares 3450 (e Av. Berro) |
| Metrô | Linha D – Estação Palermo + caminhada (15 minutos) | Linha D – Plaza Italia + caminhada (15 minutos) |
| Ônibus | Linhas 67 ou 130 | Linhas 67 ou 102 |
| Melhor época | Primavera/Verão (flores) | O ano todo (cerejeiras: ago/set) |
Se você quer alugar um carro para conhecer mais da Argentina, recomendamos a Rentcars, nosso parceiro. A Rentcars compara tarifas e promoções em mais de 200 locadoras no mundo todo.
Além disso, tem atendimento em português caso você tenha algum problema, e ainda parcela em reais, sem IOF.
Alugando pela Rentcars, utilizando o nosso link e o cupom QUATROVIAJANTES na página do pagamento você ganha um desconto exclusivo, o que vai deixar a locação ainda mais barata!
Vale Muito a Pena
Os parques de Palermo são o antídoto perfeito para o ritmo intenso de Buenos Aires. Entre o silêncio do El Rosedal e a calmaria do Jardim Japonês, o passeio é um convite para mudar o ritmo da viagem. Para curtir a experiência ao máximo: use tênis confortável e dedique um dia inteiro a essa região.
Se quiser mais tranquilidade planeje a visita para um dia de semana. Aos finais de semana os bosques de Palermo são muito frequentados pelos locais. É ideal para experimentar comidas de rua deliciosas.
Economize na sua viagem!
Até 30% OFF em aluguel de carros com a RentCars + 5% com o cupom QUATROVIAJANTES.
Compare e reserve com desconto na Real Seguro Viagem! Use o cupom QUATROVIAJANTES.
Internet no exterior com a AmericaChip. Cupom QUATROVIAJANTES (10% OFF).
As melhores tarifas em hotéis no Booking.com com cancelamento gratuito.
Economize na cotação e no IOF com a conta multimoedas Wise.
Leia Também:
San Telmo: Feira, Mafalda e Antiguidades no bairro mais autêntico de Buenos Aires
Transporte em Buenos Aires 2026: Metrô, Ônibus, Uber e Mais


